segunda-feira, setembro 11, 2006

Contra o terrorismo...


Há cinco anos caíam as torres gémeas do World Trade Center, fruto de um dos mais ignominiosos atentados terroristas da história. Há cinco anos todos éramos americanos... Porém, na altura, poucos foram os que tentaram perceber o que se tinha passado. Poucos foram os que se questionaram e que tentaram obter explicações para tudo o que aconteceu... Para a maioria bastou-lhes a "explicação oficial". Uns porque, em estado de choque, não queriam pensar. (As bombas são diferentes consoante vistas de cima, ou de baixo, como era agora, pela primeira vez, o caso...), outros porque não queriam ser apelidados de anti-patriotas, ou mesmo terroristas. E, para isso, bastava duvidar das palavras do poder e da "versão oficial". Funcionou a censura e a auto-censura (as imagens do Pentágono não mais foram vistas, p. e.). Após cinco anos, porém começam-se a ouvir muitas vozes, cada vez mais e mais fortes a exigir saber o que realmente sucedeu naquele dia, pois muitas perguntas permanecem sem resposta, até hoje...
Um dos mais "incómodos" documentos que a América produziu chama-se "Loose Change" e coloca muitas (demasiadas) questões destruindo por completo a "versão oficial" dos atentados. (Para visualizar o documentário basta clicar no título sublinhado).
Também em 11 de Setembro de 1973 a maioria preferiu aceitar a "versão oficial" dos acontecimentos passados no Chile, fechando os olhos ao "terrorismo de Estado" perpetrado contra um estado soberano e contra um presidente eleito por escrutínio democrático, cuso resultado se saldou pelo próprio assassínio do Presidente (Salvador Allende - a "versão oficial" diz que se "suicidou"...) e pelo assassínio e desaparecimento de mais de meio milhão de pessoas. A história encarregar-se-ia de trazer a verdade à superfície...
O terrorismo não tem côr. Não há terrorismo preto nem terrorismo branco... Por outro lado é impossível ser contra o terrorismo sem ser contra a guerra, pois todas as guerras são sempre géneros de terrorismo. Todas as formas de terrorismo são igualmente condenáveis, sendo que não podemos lançar pedras ao ar esperando que estas nunca nos caiam em cima das nossas próprias cabeças!...

4 comentários:

Marco Aurélio disse...

Quando naquele dia me deparei com a imagem dos aviões batendo no World Trade Center, pensei que fosse algum novo filme B de ação dos EUA. As imagens eram muito reais. Vou assistir esse filme, pensei. Só depois de alguns minutos que me dei conta do que estava acontecendo.

Um abraço

Marco Aurélio

APOBO disse...

Caro Marco Aurélio
Pois. Esse é também um dos problemas deste atentado. Eu só praticamente na semana passada é que me dei conta de que na realidade os atentados de 11/9/2001 não têm a marca do terrorismo global (ou pelo menos não a têm em exclusivo) ou da al-qaeda. Enquanto que o aspecto é, de facto, muito mais esse do filme de Hollywood... Tudo isto é, no mínimo, muito estranho...
Obrigado pelo seu comentário e pela participação e felicidades para o "Boatemática".
Manuel da Cerveira Pinto

RS disse...

Hmm, hmm... O nome do documentário é Loose Change (singular) e significa "Trocos" (como em moedas que se esquecem nos bolsos).

Penso tratar-se de uma gralha, mas fica o alerta!
(Loose Changes, a propósito, significa "mudanças soltas" ou "largas", à letra. (hehehe)

Um abraço!
RS

APOBO disse...

Caríssimo RS
Já havíamos detectado o erro (não é que o "novo" título não tivesse piada...). Já corrigimos. Muito obrigado.
Abraço e até breve
Manuel