Segunda-feira, Abril 28, 2008

O desastre ambiental dos biocombustíveis... ou como nem tudo o que parece verde é!

Os biocombustíveis são um desastre ambiental, estão a agravar a fome no mundo e a contribuir ainda mais para ao aumento do efeito de estufa. Há já regiões do mundo onde se têm verificado revoltas pelo aumento generalizado dos cereais.
"(...) Se os biocombustíveis não podem ser produzidos em habitats virgens, ficam confinados à terra agrícola existente o que significa que sempre que enchermos o depósito do carro estaremos a tirar comida da boca das pessoas. Isto, por sua vez, vai conduzir ao aumento do preço da alimentação, o que estimula os produtores a destruir os habitats selvagens – florestas e tudo o resto – para os produzirem. Poderemos ficar descansados com a moralidade das nossas leis, mas os impactos vão ser os mesmos. Não há saída para isto: num planeta finito com alimentos limitados ou competimos com os famintos ou cultivamos mais terras. (...)"
Excerto de um texto de George Monbiot
Publicado no jornal GUARDIAN a 12 de Fevereiro de 2008 (clicar para ler texto completo)
O tema é amplamente comentado e debatido no BIOTERRA

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Terça-feira, Janeiro 22, 2008

Jornadas Quercus de Arquitectura Sustentável

O Núcleo Regional do Porto da Quercus está a organizar, para os dias 23 de Fevereiro, 29 de Março, 19 de Abril e 24 de Maio no Museu Nacional Soares dos Reis, as “Jornadas Quercus de Arquitectura Sustentável”.
Para mais informações basta "clicar" aqui, ou na palavra sublinhada.

Segunda-feira, Janeiro 14, 2008

Recordação de uma visita à "Palhota" I

Sexta-feira, Novembro 09, 2007

"Boassas - Uma aldeia com história"... o livro


Vai, finalmente, ser editado no próximo mês de Dezembro o livro "Boassas. Uma aldeia com história". A APOBO associa-se ao lançamento através da sua divulgação. Assim, os associados que reservem até 30 do corrente um ou mais exemplares da obra beneficiarão de um desconto de 20% sobre o preço de capa.
Para efectuar reserva ou obter mais informações:
Telemóvel: 968175718 ou 919346388

Domingo, Outubro 07, 2007

TGV - "TRAVAR PARA PENSAR"

Chegou-nos por "e-mail" o seguinte texto que consideramos de grande acutilância e pertinência. Transcrevemo-lo, com a devida vénia ao autor, apesar de não estar assinado. O texto chama-se:

*Travar para pensar*

"Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.

Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.

A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.

Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.

O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos).

É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.

Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).

Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

CABE ao Governo REFLECTIR.

CABE à Oposição CONTRAPOR.

CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!

CABE À TUA CONSCIÊNCIA REENCAMINHAR OU DEIXAR FICAR!!!"

Terça-feira, Setembro 11, 2007

A vida e obra do Padre Himalaya, hoje na RTP2


A intuição do Padre Himalaya, de que a energia solar e outras energias renováveis poderiam vir a tornar-se as energias do futuro, tornaram-no pioneiro daquilo que hoje se pode definir como desenvolvimento ecologicamente sustentado.

Em 1904 em St. Louis, Missouri, EUA, muita gente admirava a gigantesca estrutura de aço, onde milhares de espelhos reflectiam a luz do sol, e 80 m2 de superfície obtinham 3500º de temperatura. O pireliófero do Padre Himalaya fazia entrar Portugal na história das energias renováveis, há mais de cem anos.

Assim, em 1904, um português, conhecido como Padre Himalaya, recebia o "Grand Prix" na Exposição Mundial de St. Louis, nos EUA, por um engenho - chamado pireliófero - que utilizava a energia solar para derreter rochas e metais.

A obra do Padre Himalaya foi redescoberta em meados dos anos 90 pelo Professor Doutor Jacinto Rodrigues, que editou então um livro chamado "A Conspiração Solar do Padre Himalaya"...

O documentário recentemente realizado por Jorge António irá passar hoje, pelas 23,30h, na RTP2. A não perder!!!!...

Sexta-feira, Maio 18, 2007

Construir em madeira


“A madeira é um material altamente reutilizável, aproveita a energia solar e o CO2 atmosférico para a sua geração e, por sua vez, consome pouca energia para a sua transformação sem produzir no seu processo resíduos contaminantes.

O aproveitamento construtivo de madeiras certificadas retira por grande período de tempo grandes quantidades de CO2 atmosférico (1,8 Tm.de CO2 por cada Tm. de madeira) o que facilita o cumprimento dos compromissos de Kioto sobre as alterações climáticas. O aproveitamento dos produtos florestais com gestão certificada melhora os bosques e possibilita um maior desenvolvimento social do mundo rural.”

Tradução livre do texto extraído do 1.º concurso da Cátedra de la Madera de Castilla y León “Construir con Madera” (www.uva.es/agoras.arq)

Nota: Em Portugal a construção em madeira é apenas residual, no entanto somos dos maiores consumidores mundiais de betão. Sintomático disso mesmo é o facto de o concurso português mais importante ser patrocinado por uma empresa de cimento... Por outro lado há também um preconceito e ignorância enraízados sobre este (tão nobre) material.

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